Dentre tantos dilemas abertos pela crise externa para a condução da política monetária e econômica nacional, o Banco Central encontra no balanço de pagamentos um dos fortes entraves para decisões mais maduras para a consolidação e continuidade de ajustes mais contundentes sobre a taxa básica de juros, a Selic, em que pese o fato de o Brasil estar ancorado em reservas cambiais de US$ 205 bilhões.
Exportador líquido de capital desde os tempos das caravelas portuguesas, o Brasil da moderna República sempre encontrou na equalização de suas contas externas os maiores dilemas e, por que não, os maiores entraves para o bom desempenho do ciclo de desenvolvimento industrial, agropecuário e das contas do governo.
Exportações com sinal amarelo – diante da baixa demanda externa e commodities instáveis – importações animadas pelo câmbio desvalorizado, mas com baixo perfil de penetração numa economia em curva descendente de crescimento, aversão ao risco sobre ativos emergentes – que coloca em sinal amarelo a tendência de ampliação de remessas de lucros e fuga para ativos de qualidade no exterior – e ingressos de capital represados pela baixa performance do quadro de atividade interno -, colocam o Banco Central numa clara posição conservadora em relação ao juro.
O indicador (juro) sempre foi usado como elemento de compensação a um câmbio em curva descendente – visando à acomodação dos preços internos e à convergência da inflação para a meta do IPCA – e o juro real elevado tornou-se a prática comum para atrair os capitais em propensão (nos tempos de vacas gordas), mas hoje ancorados (e escondidos) em portos –seguros, como nos Treasures Bonds norte-americanos.
Inflação é o verbo da Ata do Copom e nela o BC vê ganhos com a crise externa, mas volta a destacar que a falta de dinamismo no setor industrial se deve, também, à remodelação de estoques em meio a uma súbita queda da demanda, temendo por ajustes mais contundentes de preços em caso de providencial retorno do crescimento da economia.
Ao mesmo tempo em que preconiza o temor ante os estoques – feitos a um dólar elevado – consolidando um quadro de empresas super-estocadas (sem poder repassar nos preços de produtos para um consumidor temeroso do emprego e de sua capacidade de renda), o BC deixa claro que esse ambiente se alia à restrição do crédito bancário (elemento que polarizou o aquecimento da demanda nos bons tempos anteriores à crise).
Um dos exemplos claros da preocupação do BC, expressa na Ata do Copom, é quando se faz menção ao reajuste zero do petróleo e do gás de bujão. O dilema dos estoques da indústria nacional é o mesmo da Petrobras.
A alta do barril pressionou as contas da estatal brasileira em passado recente e, cujos preços mais altos não foram repassados. Agora, o recuo da commodity implica em que a Petrobras vai arcar, de novo, com a perda de margens.
Num modelo mais ampliado, é isso o que está acontecendo com todas as empresas nacionais. Acossadas com um dólar mais forte em passado recente – os estoques do Natal foram feitos com o dólar da crise – hoje encontram uma moeda mais barata, mas o estoque já foi feito. Se reduzirem preços, perdem margem, se mantiverem os preços, não vendem. Nessa equação, o BC deixa o conservadorismo, se os preços forem repassados para baixo, porque ai a inflação cai e se consolida o relaxamento da política monetária com cortes mais profundos dos juros, mas se os preços se mantiverem, o BC aguça o conservadorismo e mantém o recuo do juro na base do conta-gotas. O recado do ajuste zero do petróleo é que o BC espera que o todo empresarial mantenha os preços, porque assim se sente mais seguro para a convergência da inflação à meta ante juros menores no futuro.
Se a indústria impõe esse ritual ao BC, o crédito bancário – ancorado na inadimplência crescente, no aumento dos volumes de provisionamento contra créditos de difícil liquidação, na baixa demanda dos consumidores amedrontados com o fantasma do desemprego, e no fato de as tesourarias das empresas estarem buscando girar o caixa com recursos próprios – os ajustes de reservas bancárias feitas em tempo real nos contratos de juros futuros da BM&FBOVESPA denotam, no mínimo, por mudanças paulatinas.
Para bom entendedor, o BC tem que ajustar a Selic no tempo e no espaço em que as reservas dos bancos, trocadas nos DIs, operam, e num quadro de deterioração da atividade econômica, as casas bancárias ficam temerosas entre perder o salvo conduto dos bons prêmios dos títulos públicos e o risco de emprestar para empresas e consumidores num quadro ainda bastante hostil.
O que o BC quer ver nas próximas semanas é como o juro baixo, aliado ao dólar fraco pode produzir nas contas correntes e no balanço de pagamentos. Esse é o dilema técnico do BC, enquanto o dilema político é converter suas ações em linha com o desejo do Palácio do Planalto em dar empenho à economia interna – esperando por uma recuperação da externa – e tudo isso sem gerar inflação.
quinta-feira, 19 de março de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Nível de atividade define ritmo da política de juros
O comportamento do nível de atividade é a peça-chave para definir de forma objetiva se o Banco Central adotará um ritmo gradual ou manterá ajustes mais agressivos no juro básico da economia nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).
Tomando por base o quadro estatístico do Boletim Focus, de medianas mensais, o Copom de março projeta Selic de 12,50%, ante 11,75% no de abril, com o juro básico caindo para 11,50% no Copom de junho e para 11,25% no de julho, mantendo-se nesse patamar nos Copons de setembro, outubro e dezembro.
"A grande dúvida do mercado é se esse cronograma ainda é válido diante da pujança do ajuste feito na semana", destaca o economista-chefe do Banco Sul América Investimentos, Newton Rosa.
Uma leitura dos juros futuros nesta sexta-feira , mostra uma curva de juros fora desse cronograma, posto que o DI de março, de 12,62% fica acima dos 12,50% do Focus, assim como o DI de abril, de 12,38%, está ano-luz da Selic estimada no Focus de 11,75%.
Na posição de junho, o DI posicionava hoje em 11,75%, ou 0,50 pontos percentuais acima das estimativas do Focus, de 11,25% na data. As altas registradas em boa parte dos contratos hoje, com destaque para o DI de janeiro de 2010, que movimentou R$ 27,848 bilhões nesta sexta-feira, registrando alta de 1,43% aos 11,28%, se deve, em parte, aos impactos de notícias ruins vindas do front externo, com destaque para o anúncio de recessão na economia do Reino Unido e desaceleração no crescimento das economias do Japão e da Ásia, e também diante dos números de inflação acima do esperado, medidos pelo IPC-S da FGV, e do fechamento do IPCA-10 de janeiro, pelo IBGE.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta manhã, alta de 0,80% na inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), relativo à terceira quadrissemana de janeiro. Na semana anterior, o indicador havia registrado elevação de 0,69%. Segundo a FGV, este foi o maior resultado desde a terceira semana de junho de 2008, quando o índice subiu 0,89%. Já o IBGE apurou elevação de 0,40% no IPCA-10 de janeiro, quase o dobro da alta registrada em dezembro, de 0,29%, embora 0,30 pontos percentuais abaixo da apurada em igual período do ano passado, de 0,70%.
"As posições futuras de DI desta sexta-feira levam a crer que o mercado está sofrendo o impacto desses indicadores e, em função disso, se posiciona mais para o gradualismo de ajustes pontuais do que propriamente para cortes agressivos, na onda da decisão do Copom desta semana", atesta Newton Rosa, embora tenha uma posição diametralmente oposta aos números dos DIs futuros de hoje.
A aversão ao risco, mais a necessidade de investidores estrangeiros realizarem lucros no mercado brasileiro, para remessas ao Exterior também estão no cerne da volatilidade apresentada nesta sexta-feira nos DIs futuros e no mercado à vista de câmbio, lembra o diretor da NGO Corretora, Sidnei Moura Nehme.
"Independente da posição dos futuros de juros hoje, quem vai reger o tamanho da flexibilização monetária é o nível de atividade", afirma o economista-chefe do Banco Sul América Investimentos, Newton Rosa. "Em função disso, e diante das prospecções de que esse nível de atividade ainda se mostra incipiente, trabalhamos com um corte potencial de 0,75 pontos percentuais no juro básico, já no próximo Copom", diz.
Para o Sul América de Investimentos, a Selic deve fechar o ano em 10,75%. "Ou seja, há espaço para cortes de mais dois pontos percentuais em cima da Selic atual, de 12,75%", afirma o economista-chefe da instituição. O DI de janeiro, que espelha o juro básico ao longo deste ano, fechou o dia hoje a 11,25%, em alta de 1,16%. Essa taxa está fora das expectativas do Sul América, mas dentro das estimativas do Focus, de 11,25% para a Selic em dezembro.
O economista da Mauá Investimentos, Caio Megale, também acredita que o norte para o juro básico é o comportamento da atividade econômica, em que pese impactos negativos da inflação neste momento. "Os preços da economia apontam para o centro da meta de inflação, não sendo esse o referencial primordial das atenções da política monetária neste momento", diz. Para ele, o Copom terá de fazer pelo menos mais dois cortes de 1 ponto percentual na Selic e um terceiro de 0,50 ponto percentual, chegando a dezembro na casa dos 10,25% ao ano.
Em relatório enviado a investidores nesta tarde, o Banco Fibra referenda que o juro básico da economia deve fechar em 10,50% até o fechamento do primeiro semestre. Na visão da instituição, há espaço para que o juro caia mais 2,25 pontos percentuais e como são duas as reuniões do Copom até junho, isso implicaria em novos cortes agressivos de 1,125 ponto percentual em cada reunião do órgão – para que o prognóstico do Fibra se confirme.
A justificativa para tal ímpeto, por parte dos analistas do Fibra, se deve à expectativa de que a desaceleração da atividade econômica eleve a taxa de desemprego para a casa dos 10% nos próximos meses.
Para os analistas, a curva de juros mais importante neste momento, e que referenda a linha de relaxamento monetário do Banco Central é o Swap de 360 dias, e essa taxa está hoje em 11,18%. "Vejo o mercado discutindo o impacto do corte da Selic sobre o crédito, mas não é esse o referencial a ser visto, mas sim, o Swap de 360 dias, e ele aponta para uma curva cadente de juros", afirma o economista-chefe do Banco Sul América Investimentos, Newton Rosa.
Newton Rosa e Caio Megale ressaltam ainda que o referencial do DI Futuro passará a refletir com mais certeza os rumos da Selic a partir do momento em que o Banco Central vier a público e justificar a correção da Selic em 1 ponto percentual através da Ata do Copom. "É a partir disso que as mesas de operação terão uma certeza maior das ações do BC. Nesse momento, acho que uma parte do mercado está atirando no escuro em relação a algumas travas no DI de juros futuros", diz Rosa.
Futuro de juros
DI de fevereiro fechou em queda de 0,01% a 12,63% (com giro de R$ 498,5 mil); DI de março fechou estável a 12,62% ( R$ 10,8 milhões); DI de abril subiu 0,08% a 12,37% (R$ 7,489 bilhões); DI de maio 12,21% em alta de 0,16% (R$ 1,441 bilhão); DI de julho em alta de 0,42% a 11,75% (R$ 8,213 bilhões); DI de outubro subiu 0,79% a 11,38% (R$ 2,867 bilhões); DI de janeiro de 2010 subiu 1,43% a 11,28% (R$ 27,848 bilhões).
Projeções do Focus
Confira as projeções do Boletim Focus no mês a mês, para as medianas da Selic, dólar e IPCA a partir de do próximo mês:
fevereiro (Selic 12,75%; US$ 2,31 e IPCA 0,51%);
março (Selic 12,50%; US$ 2,32 e IPCA 0,40%);
abril (Selic 11,75%; US$ 2,30 e IPCA 0,40%);
maio (Selic 11,75%; US$ 2,30 e IPCA 0,36%);
junho (Selic 11,50%; US$ 2,30 e IPCA 0,31%);
julho (Selic 11,25%; US$ 2,30 e IPCA 0,44%);
agosto (Selic 11,25%; US$ 2,29 e IPCA 0,39%);
setembro (Selic 11,25%; US$ 2,28 e IPCA 0,34%);
outubro (Selic 11,25%; US$ 2,28 e IPCA 0,35%);
novembro (Selic 11,25%; US$ 2,26 e IPCA 0,40%);
dezembro (Selic 11,25%; US$ 2,30 e IPCA 0,45%);
janeiro de 2010 (Selic 11,25%; US$ 2,30 e IPCA 0,45%).
Câmbio
Se o quadro de atividade é que vai definir o ritmo da flexibilização monetária, no mercado de câmbio é o fluxo de entradas e saídas de divisas, que hoje, nas condições normais de temperatura atuais, denotam um dólar em taxa decrescente.
"O cenário aponta para apreciação do real. Estamos hoje diante de remessas crescentes de filiais brasileiras às suas matrizes no Exterior, ou de empresas brasileiras preocupadas em cumprir a agenda de pagamento de eurobônus, por exemplo", afirma o economista-chefe do Banco Sul América Investimentos, Newton Rosa.
Além desses fatores, o economista destaca que o fato de a economia estar em franco processo de desaceleração, naturalmente se tem uma pressão menor sobre a formação da taxa de câmbio.
"Aposto mais em algum quadro diferente a partir do segundo semestre, quando as ações da política monetária começarem a surtir efeito – a partir do 2º trimestre – e já tivermos um quadro mais estável para a economia global, com queda da aversão ao risco e o retorno do apetite do investidor externo sobre ativos brasileiros", afirma.
Segundo o diretor da NGO, Sidnei Moura Nehme, o único fator de pressão cambial neste momento se chama investidor estrangeiro. "Os bancos estão na mão contrário, reduzindo as posições compradas de dólares, o que representa que estão apostando na queda do dólar", diz.
Nehme destaca que os estrangeiros, com uma posição de US$ 12,5 bilhões no país, não conseguem hoje 'brigar' no câmbio porque o mercado à vista está curto, só gira US$ 2 bilhões no máximo. "Eles até tentam puxar a taxa, mas todo mundo sabe que a pressão só chega a no máximo R$ 2,40 e olha lá", atesta.
O diretor da NGO destaca que não há nenhum fator de pressão além desse, tecnicamente falando, com a flutuação cambial correndo exclusivamente com base na agenda de indicadores externos.
O dólar comercial fechou o dia hoje cotado a R$ 2,3390 na compra e a R$ 2,3410 na venda, com valorização de0,42%.
Tomando por base o quadro estatístico do Boletim Focus, de medianas mensais, o Copom de março projeta Selic de 12,50%, ante 11,75% no de abril, com o juro básico caindo para 11,50% no Copom de junho e para 11,25% no de julho, mantendo-se nesse patamar nos Copons de setembro, outubro e dezembro.
"A grande dúvida do mercado é se esse cronograma ainda é válido diante da pujança do ajuste feito na semana", destaca o economista-chefe do Banco Sul América Investimentos, Newton Rosa.
Uma leitura dos juros futuros nesta sexta-feira , mostra uma curva de juros fora desse cronograma, posto que o DI de março, de 12,62% fica acima dos 12,50% do Focus, assim como o DI de abril, de 12,38%, está ano-luz da Selic estimada no Focus de 11,75%.
Na posição de junho, o DI posicionava hoje em 11,75%, ou 0,50 pontos percentuais acima das estimativas do Focus, de 11,25% na data. As altas registradas em boa parte dos contratos hoje, com destaque para o DI de janeiro de 2010, que movimentou R$ 27,848 bilhões nesta sexta-feira, registrando alta de 1,43% aos 11,28%, se deve, em parte, aos impactos de notícias ruins vindas do front externo, com destaque para o anúncio de recessão na economia do Reino Unido e desaceleração no crescimento das economias do Japão e da Ásia, e também diante dos números de inflação acima do esperado, medidos pelo IPC-S da FGV, e do fechamento do IPCA-10 de janeiro, pelo IBGE.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta manhã, alta de 0,80% na inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), relativo à terceira quadrissemana de janeiro. Na semana anterior, o indicador havia registrado elevação de 0,69%. Segundo a FGV, este foi o maior resultado desde a terceira semana de junho de 2008, quando o índice subiu 0,89%. Já o IBGE apurou elevação de 0,40% no IPCA-10 de janeiro, quase o dobro da alta registrada em dezembro, de 0,29%, embora 0,30 pontos percentuais abaixo da apurada em igual período do ano passado, de 0,70%.
"As posições futuras de DI desta sexta-feira levam a crer que o mercado está sofrendo o impacto desses indicadores e, em função disso, se posiciona mais para o gradualismo de ajustes pontuais do que propriamente para cortes agressivos, na onda da decisão do Copom desta semana", atesta Newton Rosa, embora tenha uma posição diametralmente oposta aos números dos DIs futuros de hoje.
A aversão ao risco, mais a necessidade de investidores estrangeiros realizarem lucros no mercado brasileiro, para remessas ao Exterior também estão no cerne da volatilidade apresentada nesta sexta-feira nos DIs futuros e no mercado à vista de câmbio, lembra o diretor da NGO Corretora, Sidnei Moura Nehme.
"Independente da posição dos futuros de juros hoje, quem vai reger o tamanho da flexibilização monetária é o nível de atividade", afirma o economista-chefe do Banco Sul América Investimentos, Newton Rosa. "Em função disso, e diante das prospecções de que esse nível de atividade ainda se mostra incipiente, trabalhamos com um corte potencial de 0,75 pontos percentuais no juro básico, já no próximo Copom", diz.
Para o Sul América de Investimentos, a Selic deve fechar o ano em 10,75%. "Ou seja, há espaço para cortes de mais dois pontos percentuais em cima da Selic atual, de 12,75%", afirma o economista-chefe da instituição. O DI de janeiro, que espelha o juro básico ao longo deste ano, fechou o dia hoje a 11,25%, em alta de 1,16%. Essa taxa está fora das expectativas do Sul América, mas dentro das estimativas do Focus, de 11,25% para a Selic em dezembro.
O economista da Mauá Investimentos, Caio Megale, também acredita que o norte para o juro básico é o comportamento da atividade econômica, em que pese impactos negativos da inflação neste momento. "Os preços da economia apontam para o centro da meta de inflação, não sendo esse o referencial primordial das atenções da política monetária neste momento", diz. Para ele, o Copom terá de fazer pelo menos mais dois cortes de 1 ponto percentual na Selic e um terceiro de 0,50 ponto percentual, chegando a dezembro na casa dos 10,25% ao ano.
Em relatório enviado a investidores nesta tarde, o Banco Fibra referenda que o juro básico da economia deve fechar em 10,50% até o fechamento do primeiro semestre. Na visão da instituição, há espaço para que o juro caia mais 2,25 pontos percentuais e como são duas as reuniões do Copom até junho, isso implicaria em novos cortes agressivos de 1,125 ponto percentual em cada reunião do órgão – para que o prognóstico do Fibra se confirme.
A justificativa para tal ímpeto, por parte dos analistas do Fibra, se deve à expectativa de que a desaceleração da atividade econômica eleve a taxa de desemprego para a casa dos 10% nos próximos meses.
Para os analistas, a curva de juros mais importante neste momento, e que referenda a linha de relaxamento monetário do Banco Central é o Swap de 360 dias, e essa taxa está hoje em 11,18%. "Vejo o mercado discutindo o impacto do corte da Selic sobre o crédito, mas não é esse o referencial a ser visto, mas sim, o Swap de 360 dias, e ele aponta para uma curva cadente de juros", afirma o economista-chefe do Banco Sul América Investimentos, Newton Rosa.
Newton Rosa e Caio Megale ressaltam ainda que o referencial do DI Futuro passará a refletir com mais certeza os rumos da Selic a partir do momento em que o Banco Central vier a público e justificar a correção da Selic em 1 ponto percentual através da Ata do Copom. "É a partir disso que as mesas de operação terão uma certeza maior das ações do BC. Nesse momento, acho que uma parte do mercado está atirando no escuro em relação a algumas travas no DI de juros futuros", diz Rosa.
Futuro de juros
DI de fevereiro fechou em queda de 0,01% a 12,63% (com giro de R$ 498,5 mil); DI de março fechou estável a 12,62% ( R$ 10,8 milhões); DI de abril subiu 0,08% a 12,37% (R$ 7,489 bilhões); DI de maio 12,21% em alta de 0,16% (R$ 1,441 bilhão); DI de julho em alta de 0,42% a 11,75% (R$ 8,213 bilhões); DI de outubro subiu 0,79% a 11,38% (R$ 2,867 bilhões); DI de janeiro de 2010 subiu 1,43% a 11,28% (R$ 27,848 bilhões).
Projeções do Focus
Confira as projeções do Boletim Focus no mês a mês, para as medianas da Selic, dólar e IPCA a partir de do próximo mês:
fevereiro (Selic 12,75%; US$ 2,31 e IPCA 0,51%);
março (Selic 12,50%; US$ 2,32 e IPCA 0,40%);
abril (Selic 11,75%; US$ 2,30 e IPCA 0,40%);
maio (Selic 11,75%; US$ 2,30 e IPCA 0,36%);
junho (Selic 11,50%; US$ 2,30 e IPCA 0,31%);
julho (Selic 11,25%; US$ 2,30 e IPCA 0,44%);
agosto (Selic 11,25%; US$ 2,29 e IPCA 0,39%);
setembro (Selic 11,25%; US$ 2,28 e IPCA 0,34%);
outubro (Selic 11,25%; US$ 2,28 e IPCA 0,35%);
novembro (Selic 11,25%; US$ 2,26 e IPCA 0,40%);
dezembro (Selic 11,25%; US$ 2,30 e IPCA 0,45%);
janeiro de 2010 (Selic 11,25%; US$ 2,30 e IPCA 0,45%).
Câmbio
Se o quadro de atividade é que vai definir o ritmo da flexibilização monetária, no mercado de câmbio é o fluxo de entradas e saídas de divisas, que hoje, nas condições normais de temperatura atuais, denotam um dólar em taxa decrescente.
"O cenário aponta para apreciação do real. Estamos hoje diante de remessas crescentes de filiais brasileiras às suas matrizes no Exterior, ou de empresas brasileiras preocupadas em cumprir a agenda de pagamento de eurobônus, por exemplo", afirma o economista-chefe do Banco Sul América Investimentos, Newton Rosa.
Além desses fatores, o economista destaca que o fato de a economia estar em franco processo de desaceleração, naturalmente se tem uma pressão menor sobre a formação da taxa de câmbio.
"Aposto mais em algum quadro diferente a partir do segundo semestre, quando as ações da política monetária começarem a surtir efeito – a partir do 2º trimestre – e já tivermos um quadro mais estável para a economia global, com queda da aversão ao risco e o retorno do apetite do investidor externo sobre ativos brasileiros", afirma.
Segundo o diretor da NGO, Sidnei Moura Nehme, o único fator de pressão cambial neste momento se chama investidor estrangeiro. "Os bancos estão na mão contrário, reduzindo as posições compradas de dólares, o que representa que estão apostando na queda do dólar", diz.
Nehme destaca que os estrangeiros, com uma posição de US$ 12,5 bilhões no país, não conseguem hoje 'brigar' no câmbio porque o mercado à vista está curto, só gira US$ 2 bilhões no máximo. "Eles até tentam puxar a taxa, mas todo mundo sabe que a pressão só chega a no máximo R$ 2,40 e olha lá", atesta.
O diretor da NGO destaca que não há nenhum fator de pressão além desse, tecnicamente falando, com a flutuação cambial correndo exclusivamente com base na agenda de indicadores externos.
O dólar comercial fechou o dia hoje cotado a R$ 2,3390 na compra e a R$ 2,3410 na venda, com valorização de0,42%.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Estrangeiros correm para comprar ADRs brasileiros
Os bons ventos que tomam conta do mercado de ações local – o Ibovespa registra valorização de 10,57% até o dia 5 de janeiro - também é realidade no universo dos American Depositary Receipts (ADRs) negociados no mercado de Nova York. Se de um lado a Bolsa de Valores de São Paulo perde aplicações de recursos estrangeiros – há sete meses o resultado entre entradas e saídas é deficitário – de outro, os mesmos estrangeiros que aqui estavam e foram embora, correm para cima dos ADRs de empresas nacionais e mercados emergentes latinos, russas e demais mercados emergentes.
Esse retrato pode ser corroborado pelo desempenho dos 59 índices de American Depositary Receipts administrados pelo The Bank of New York Mellon. Nesta manhã, os índices de melhor desempenho concentravam-se sobre ADRs de empresas brasileiras, latinas e russas, notadamente dos setores de telecomunicações, petróleo e gás.
Enquanto o fleugma da busca por qualidade ainda é a métrica fundamental que rege a ação e a atitude dos administradores de fundos e recursos estrangeiros – zerando posições com lucros em mercados como a Bovespa e cobrindo prejuízos em mercados como o de Nova York – a compra de ADRs mostra que o investidor externo pode estar tendo ojeriza dos ativos de risco, mas não desistiu dos ativos sadios e puros sangue dos BRICs.
A opção pelo ADR de empresas de mercados emergentes se encaixa e explica essa métrica: na medida em que esse aplicador deixou o mercado local motivado inicialmente pela fuga para a qualidade, ele ainda se ressente em voltar e esconde-se na segurança do ADR de empresas emergentes, pois ganha em duas pontas: na valorização de ativos com preços demasiadamente depreciados e altíssimo upside e na segurança de não correr o risco cambial brasileiro, chinês, russo, indiano e emergente.
Dentre os 59 índices de ADRs administrados pelo Bank of New York Mellon, figuravam entre os mais rentáveis o Bank of New York Mellon Russia ADR, com valorização de 20,05%, o Bank of New York Mellon Brazil ADR, com alta de 14,57%, o Bank of New York Mellon Latin America ADR, com 12,54%, Bank of New York Mellon Latin America 35 ADR, com 11,67%, mesmo desempenho do Bank of New York Mellon BRIC Select ADR.
Vale destacar que o ativo russo conta com apenas cinco ADRs de empresas abertas russas, tornando o desempenho, no mínimo, suspeito sob a ótica da liquidez desses papéis. Nos demais indicadores, os ativos contavam com pelo menos 20 ADRs, e todos eles com uma participação de recibos de ações entre 40% e 100% de empresas brasileiras.
Um desses exemplos figura no Bank of New York Mellon Brazil ADR, com alta de 14,57%. Esse índice é composto por 35 ADRs de empresas abertas nacionais, 100% delas com participação no Ibovespa. Enquanto as ações da Vale (VALE5) registravam valorização de 2,78% (às 15h10), dentro do Bank of New York Mellon Brazil ADR, os recibos da Vale registravam alta de 6,04%. No mesmo momento, as ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) subiam 3,90% aqui e lá fora os recibos de ações da siderúrgica batiam 7,40% de alta - configurando um movimento forte de compra de ADR sem nenhum risco cambial, permitindo ao mesmo tempo, que os estrangeiros foragidos da Bovespa participassem do momento de recomposição de preços e lucrassem sobre as verdadeiras pechinchas em que se transformaram os ativos nacionais em bolsa.
Esse retrato pode ser corroborado pelo desempenho dos 59 índices de American Depositary Receipts administrados pelo The Bank of New York Mellon. Nesta manhã, os índices de melhor desempenho concentravam-se sobre ADRs de empresas brasileiras, latinas e russas, notadamente dos setores de telecomunicações, petróleo e gás.
Enquanto o fleugma da busca por qualidade ainda é a métrica fundamental que rege a ação e a atitude dos administradores de fundos e recursos estrangeiros – zerando posições com lucros em mercados como a Bovespa e cobrindo prejuízos em mercados como o de Nova York – a compra de ADRs mostra que o investidor externo pode estar tendo ojeriza dos ativos de risco, mas não desistiu dos ativos sadios e puros sangue dos BRICs.
A opção pelo ADR de empresas de mercados emergentes se encaixa e explica essa métrica: na medida em que esse aplicador deixou o mercado local motivado inicialmente pela fuga para a qualidade, ele ainda se ressente em voltar e esconde-se na segurança do ADR de empresas emergentes, pois ganha em duas pontas: na valorização de ativos com preços demasiadamente depreciados e altíssimo upside e na segurança de não correr o risco cambial brasileiro, chinês, russo, indiano e emergente.
Dentre os 59 índices de ADRs administrados pelo Bank of New York Mellon, figuravam entre os mais rentáveis o Bank of New York Mellon Russia ADR, com valorização de 20,05%, o Bank of New York Mellon Brazil ADR, com alta de 14,57%, o Bank of New York Mellon Latin America ADR, com 12,54%, Bank of New York Mellon Latin America 35 ADR, com 11,67%, mesmo desempenho do Bank of New York Mellon BRIC Select ADR.
Vale destacar que o ativo russo conta com apenas cinco ADRs de empresas abertas russas, tornando o desempenho, no mínimo, suspeito sob a ótica da liquidez desses papéis. Nos demais indicadores, os ativos contavam com pelo menos 20 ADRs, e todos eles com uma participação de recibos de ações entre 40% e 100% de empresas brasileiras.
Um desses exemplos figura no Bank of New York Mellon Brazil ADR, com alta de 14,57%. Esse índice é composto por 35 ADRs de empresas abertas nacionais, 100% delas com participação no Ibovespa. Enquanto as ações da Vale (VALE5) registravam valorização de 2,78% (às 15h10), dentro do Bank of New York Mellon Brazil ADR, os recibos da Vale registravam alta de 6,04%. No mesmo momento, as ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) subiam 3,90% aqui e lá fora os recibos de ações da siderúrgica batiam 7,40% de alta - configurando um movimento forte de compra de ADR sem nenhum risco cambial, permitindo ao mesmo tempo, que os estrangeiros foragidos da Bovespa participassem do momento de recomposição de preços e lucrassem sobre as verdadeiras pechinchas em que se transformaram os ativos nacionais em bolsa.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Mercados sinérgicos
Muitas vezes me perguntam por que venho falando tanto de automóveis se o que gosto mesmo é de macroeconomia, ações, juros e câmbio. Um dos motivos de perseguir as notícias que rondam o setor automotivo é seu impacto sobre setores diversos da economia, como é o caso, neste momento, do setor siderúrgico.
Dois fatores básicos pegam as siderúrgicas: o revés do setor automotivo e o quadro de incertezas sobre o ritmo de expansão do segmento imobiliário e da construção civil.
Mas não sou só eu que vejo isso de forma evidente. Os analistas da Planner acabam de analisar duas empresas siderúrgicas, a Usiminas e a Gerdau, e em ambos os casos lá estão os impactos do setor automotivo/imobiliário/EUA etc.
Ou seja, o mercado é sinérgico e as ações e os desdobramentos do setor de quatro rodas impactam de forma clara e direta o setor aqui mencionado, o siderúrgico.
Pelas observações dos analistas de mercado, a crise é mesmo feia: reduziram o preço-alvo da Gerdau (http://www.planner.com.br/uploads/Relatorios/Relatório%20de%20Análise%20Gerdau%20-%2008.12.08.pdf), uma das melhores empresas nacionais em Bolsa de Valores.
Motivos? Vários, desde expectativas de menores vendas em todos os mercados de atuação da empresa, expectativa de redução de preços do aço em até 25% lá fora e 12% aqui dentro.
Por esses e outros motivos, as margens operacional e líquida da Gerdau devem ser afetadas já neste quarto trimestre de 2008.
Usiminas
No caso da Usiminas (http://www.planner.com.br/uploads/Relatorios/Relatório%20de%20Análise%20Usiminas%20-%2008.12.08.pdf) os fatores são basicamente os mesmos e o preço-alvo que era de R$ 80,30 caiu para R$ 50, mas os analistas da Planner ressaltam que a Usiminas é a empresa do setor melhor adaptada para o revés que a economia global e nacional devem enfrentar no front de 2009.
Maior diversificação de receitas entre os segmentos da economia, maior foco de negócios sobre o mercado interno – lá fora os PIBs estão em recessão e aqui vai subir entre 2,9% e 3,2% segundo o Boletim Focus desta segunda-feira (http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20081219.pdf), são alguns dos elementos de predileção da Planner sobre a Usiminas.
Veja mais em:
http://www.gerdau.com.br/port/ri/index.asp
http://usiminas.infoinvest.com.br/
Dois fatores básicos pegam as siderúrgicas: o revés do setor automotivo e o quadro de incertezas sobre o ritmo de expansão do segmento imobiliário e da construção civil.
Mas não sou só eu que vejo isso de forma evidente. Os analistas da Planner acabam de analisar duas empresas siderúrgicas, a Usiminas e a Gerdau, e em ambos os casos lá estão os impactos do setor automotivo/imobiliário/EUA etc.
Ou seja, o mercado é sinérgico e as ações e os desdobramentos do setor de quatro rodas impactam de forma clara e direta o setor aqui mencionado, o siderúrgico.
Pelas observações dos analistas de mercado, a crise é mesmo feia: reduziram o preço-alvo da Gerdau (http://www.planner.com.br/uploads/Relatorios/Relatório%20de%20Análise%20Gerdau%20-%2008.12.08.pdf), uma das melhores empresas nacionais em Bolsa de Valores.
Motivos? Vários, desde expectativas de menores vendas em todos os mercados de atuação da empresa, expectativa de redução de preços do aço em até 25% lá fora e 12% aqui dentro.
Por esses e outros motivos, as margens operacional e líquida da Gerdau devem ser afetadas já neste quarto trimestre de 2008.
Usiminas
No caso da Usiminas (http://www.planner.com.br/uploads/Relatorios/Relatório%20de%20Análise%20Usiminas%20-%2008.12.08.pdf) os fatores são basicamente os mesmos e o preço-alvo que era de R$ 80,30 caiu para R$ 50, mas os analistas da Planner ressaltam que a Usiminas é a empresa do setor melhor adaptada para o revés que a economia global e nacional devem enfrentar no front de 2009.
Maior diversificação de receitas entre os segmentos da economia, maior foco de negócios sobre o mercado interno – lá fora os PIBs estão em recessão e aqui vai subir entre 2,9% e 3,2% segundo o Boletim Focus desta segunda-feira (http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20081219.pdf), são alguns dos elementos de predileção da Planner sobre a Usiminas.
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http://www.gerdau.com.br/port/ri/index.asp
http://usiminas.infoinvest.com.br/
Vale e Petrobras estão de graça
Em que pese o fato de as Bolsas de Valores estarem pagando o preço da crise externa, vale dar uma olhada em ações como Vale do Rio Doce (Vale5) e Petrobras (Petr4). Segundo os analistas de mercado da Planner Corretora (www.planner.com.br), o preço-alvo desses papéis – o preço justo para as ações – é de R$ 44,22 e R$ 48,60, respectivamente.
No fechamento do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo desta segunda-feira, 22, esses papéis eram cotados a R$ 24,09 e R$ 22,14, respectivamente, valores que confrontados ao preço alvo projetam ganhos de 83,56% e 119,51%.
Evidente, que a aposta em ações deve levar em conta o retorno em longo prazo – algo que no Brasil chamamos de 12 meses. Para uma Selic - o juro básico da economia - estimada como média para 2009, na casa dos 12,25%, os potenciais de valorização das duas principais blue chips do mercado brasileiro estão para lá de auspiciosos.
Veja mais em:
http://www.planner.com.br/uploads/Carteira%20Sugerida/Carteira_dezembro08.pdf
No fechamento do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo desta segunda-feira, 22, esses papéis eram cotados a R$ 24,09 e R$ 22,14, respectivamente, valores que confrontados ao preço alvo projetam ganhos de 83,56% e 119,51%.
Evidente, que a aposta em ações deve levar em conta o retorno em longo prazo – algo que no Brasil chamamos de 12 meses. Para uma Selic - o juro básico da economia - estimada como média para 2009, na casa dos 12,25%, os potenciais de valorização das duas principais blue chips do mercado brasileiro estão para lá de auspiciosos.
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Mercado de motos sofre mais com a crise
Preços mais altos, cumprimento das novas e rígidas regras de emissão de CO2 de um lado, e a deterioração do ambiente micro e macroeconômico do Japão são os fatores que levam a Jama (Japan Automobile Manufacturers Association) a projetar queda 21,1% na comercialização de motos no país neste ano, para 570 mil unidades, ou o pior resultado desde 2007. Todas as categorias registraram pesadas quedas nas vendas, com exceção das motos entre 51 e 125 cilindradas.
Para 2009, a Jama projeta queda em todas as categorias de motos e cilindradas comercializadas no mercado japonês. A entidade estima um potencial máximo de vendas de 498 mil unidades ou 12,6% menos que as 570 mil unidades vendidas neste ano.
http://www.jama-english.jp/statistics/forecast/2009/081218CY2009.pdf
Para 2009, a Jama projeta queda em todas as categorias de motos e cilindradas comercializadas no mercado japonês. A entidade estima um potencial máximo de vendas de 498 mil unidades ou 12,6% menos que as 570 mil unidades vendidas neste ano.
http://www.jama-english.jp/statistics/forecast/2009/081218CY2009.pdf
Queda nas vendas continuará, aponta Jama
A crise econômica que varre o mundo neste fim de 2008 vai continuar afetando o mercado automotivo japonês em 2009. O diagnóstico é da Jama (Japan Automobile Manufacturers Association) . A entidade que reúne os principais produtores de veículos do Japão estima uma demanda total de 4,86 milhões de veículos de passageiros e comerciais leves no ano que vem, ou 4,9% abaixo das vendas estimadas para este ano, de 5,11 milhões de unidades.
O diagnóstico da Jama é simples: o rigor econômico irá, com um quadro de estagnação dos lucros empresariais e fraco consumo (devido à deterioração da renda e do nível de emprego).
Os automóveis de passageiros devem registrar uma demanda firme de 4,05 milhões de unidades (queda de 4,8% ante o ano anterior), com a procura por caminhões cedendo para 796 mil unidades (-5,6%) e de ônibus para 14,1 mil unidades (8,4% menos que em 2008).
http://www.jama-english.jp/statistics/forecast/2009/081218CY2009.pdf
O diagnóstico da Jama é simples: o rigor econômico irá, com um quadro de estagnação dos lucros empresariais e fraco consumo (devido à deterioração da renda e do nível de emprego).
Os automóveis de passageiros devem registrar uma demanda firme de 4,05 milhões de unidades (queda de 4,8% ante o ano anterior), com a procura por caminhões cedendo para 796 mil unidades (-5,6%) e de ônibus para 14,1 mil unidades (8,4% menos que em 2008).
http://www.jama-english.jp/statistics/forecast/2009/081218CY2009.pdf
Vendas de autos devem ficar em 5,11 milhões no Japão
Balanço divulgado nesta segunda-feira, 22, pela Japan Automobile Manufacturers Association (Jama, a Anfavea do Japão), destaca que as vendas totais de veículos de passageiros e comerciais leves devem fechar o ano em 5,11 milhões de unidades, ou 4,5% abaixo das registradas em 2007. A entidade estima uma demanda total de 4,25 milhões de unidades, um apetite 3,3% menor que o observado no mesmo período do ano passado.
Entre os motivos desse desempenho abaixo das expectativas estão o baixo crescimento da economia japonesa e a reversão da confiança do consumidor, primeiro devido ao forte impacto do aumento dos preços dos combustíveis ao longo do primeiro semestre de 2008 e a deterioração da economia norte-americana – que tomou conta do mercado global a partir de outubro.
http://www.jama-english.jp/statistics/forecast/2009/081218CY2009.pdf
Entre os motivos desse desempenho abaixo das expectativas estão o baixo crescimento da economia japonesa e a reversão da confiança do consumidor, primeiro devido ao forte impacto do aumento dos preços dos combustíveis ao longo do primeiro semestre de 2008 e a deterioração da economia norte-americana – que tomou conta do mercado global a partir de outubro.
http://www.jama-english.jp/statistics/forecast/2009/081218CY2009.pdf
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Volvo lança carros flex na Tailândia

Veículos movidos a álcool não são exclusividade do Brasil. Pelo contrário, a Volvo anunciou nesta sexta-feira o lançamento de dois modelos flexifuel na Tailândia, o C30 1.8F e o S80 2.5FT, ambos movidos a álcool e a gasolina.
É um passo fundamental para o desenvolvimento da Tailândia no sentido de um futuro energético mais seguro através da promoção e utilização de combustíveis menos poluente e, mais importante, de biocombustíveis fabricados a partir de fontes renováveis, destaca informe da montadora sueca, durante encontro que reuniu membros do governo tailandês, produtores de etanol e empresas ligadas ao setor de energia do país asiático.
A Tailândia é totalmente dependente do petróleo importado, um custo que chega a 9% do Produto Interno Bruto por ano.
Para Paul Stokes, presidente da Volvo Car Tailândia, os dois modelos flex lançados pela empresa representam um marco, pois transformam a Volvo na primeira montadora tailandesa a oferecer àquele mercado carros movidos a álcool e a gasolina.
Das linhas de produção da Volvo Car Tailândia saem os modelos XC90, C30, S60, S70 e S80. A empresa sueca emprega 300 trabalhadores e conta com uma rede de oito concessionárias.
É um passo fundamental para o desenvolvimento da Tailândia no sentido de um futuro energético mais seguro através da promoção e utilização de combustíveis menos poluente e, mais importante, de biocombustíveis fabricados a partir de fontes renováveis, destaca informe da montadora sueca, durante encontro que reuniu membros do governo tailandês, produtores de etanol e empresas ligadas ao setor de energia do país asiático.
A Tailândia é totalmente dependente do petróleo importado, um custo que chega a 9% do Produto Interno Bruto por ano.
Para Paul Stokes, presidente da Volvo Car Tailândia, os dois modelos flex lançados pela empresa representam um marco, pois transformam a Volvo na primeira montadora tailandesa a oferecer àquele mercado carros movidos a álcool e a gasolina.
Das linhas de produção da Volvo Car Tailândia saem os modelos XC90, C30, S60, S70 e S80. A empresa sueca emprega 300 trabalhadores e conta com uma rede de oito concessionárias.
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Volvo muda conceito e mostra o S60 Concept

A Volvo apresentou nesta semana as primeiras imagens do Volvo S60 Concept, modelo que pretende apresentar nos Estados Unidos em janeiro, durante a realização do Detroit Motor Show. O novo modelo deve entrar no mercado em 2010.
“O carro-conceito mostra parte de nosso futuro. É um indício de que o modelo será um dos mais fortes concorrentes do segmento premium”, destaca Stephen Odell, presidente e Ceo da Volvo Cars, em informe da empresa. “O design do novo modelo”, atesta Odell, “reflete um visual que promete uma condução esportiva como nenhum outro Volvo”, disse.
Segundo o diretor de design na Volvo, Steve Mattin. a inspiração veio das falésias e mares da costa sueca, “uma emocionante mistura de drama e sensualidade", descreve.
Mattin ressalta que o S60 Concept “leva o nosso DNA para outro nível”. “Estamos falando de uma dramática nova abordagem, o que mostra que estamos transformando gradualmente o visual de nossos carros”, disse.
“O carro-conceito mostra parte de nosso futuro. É um indício de que o modelo será um dos mais fortes concorrentes do segmento premium”, destaca Stephen Odell, presidente e Ceo da Volvo Cars, em informe da empresa. “O design do novo modelo”, atesta Odell, “reflete um visual que promete uma condução esportiva como nenhum outro Volvo”, disse.
Segundo o diretor de design na Volvo, Steve Mattin. a inspiração veio das falésias e mares da costa sueca, “uma emocionante mistura de drama e sensualidade", descreve.
Mattin ressalta que o S60 Concept “leva o nosso DNA para outro nível”. “Estamos falando de uma dramática nova abordagem, o que mostra que estamos transformando gradualmente o visual de nossos carros”, disse.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Europa: fundo garante 5 bilhões de euros, mas exige carros ecológicos
Um fundo de 5 bilhões de euros, o equivalente a US$ 6,4 bilhões, é a proposta formulada nesta quarta-feira pela Comissão Européia (CE) para estimular a fabricação de carros mais ecológicos e ajudar a indústria automobilística a superar a crise no continente europeu.
Entre os pontos anunciados vale destacar:
1) A salvaguarda dos governos da União Européia passa pela iniciativa das montadoras em criar carros verdes - para o uso de fontes de energia renováveis e não poluentes;
2) A Comissão Européia quer uma indústria automotiva viável e competitiva na Europa, que transforme os fabricantes locais em líderes mundiais;
3) Em relação ao emprego, aponta a necessidade de criação de novas infra-estruturas que assegurem a viabilidade do negócio no longo prazo – e que impulsionem uma reforma sustentável que acolha as novas tecnologias ecológicas;
4) A Comissão avalia que, apesar da crise chegou o momento de o setor automotivo se transformar num parque industrial moderno e que produza em suas linhas de produção veículos menos poluentes e mais econômicos;
5) O pacote de 5 bilhões de euros está centrado na capacidade dos diversos produtores locais acatarem a inovação em tecnologias limpas;
6) A Comissão Européia, que bate o martela nas prerrogativas do plano nos dias 11 e 12 de dezembro, abre a possibilidade de dar autorização temporária para que os Estados-membros subsidiem parte do custo dos empréstimos necessários pelas montadoras junto às instituições de fomento e bancos;
7) A CE também quer permitir temporariamente que os governos ofereçam créditos subvencionados para o investimento em novos modelos de carros superem os padrões ambientais fixados na escala européia.
8) A entidade se comprometeu ainda a revisar as regras do fundo de ajuste à globalização -dirigido à reinserção de trabalhadores despedidos pelas mudanças nos fluxos de comércio mundial - para que possa intervir mais rapidamente em setores como o automobilístico. Esse fundo contribuiria para co-financiar a formação dos empregados para novos postos e a manter a preparação dos trabalhadores sem emprego para que possam se reincorporar, uma vez que a economia comece a se recuperar.
9) O plano comunitário de reativação também ressalta a necessidade de que os bancos -especialmente os que receberam ajudas estatais para superar a crise financeira - mantenham os empréstimos a juros assimiláveis pelas empresas.
Entre os pontos anunciados vale destacar:
1) A salvaguarda dos governos da União Européia passa pela iniciativa das montadoras em criar carros verdes - para o uso de fontes de energia renováveis e não poluentes;
2) A Comissão Européia quer uma indústria automotiva viável e competitiva na Europa, que transforme os fabricantes locais em líderes mundiais;
3) Em relação ao emprego, aponta a necessidade de criação de novas infra-estruturas que assegurem a viabilidade do negócio no longo prazo – e que impulsionem uma reforma sustentável que acolha as novas tecnologias ecológicas;
4) A Comissão avalia que, apesar da crise chegou o momento de o setor automotivo se transformar num parque industrial moderno e que produza em suas linhas de produção veículos menos poluentes e mais econômicos;
5) O pacote de 5 bilhões de euros está centrado na capacidade dos diversos produtores locais acatarem a inovação em tecnologias limpas;
6) A Comissão Européia, que bate o martela nas prerrogativas do plano nos dias 11 e 12 de dezembro, abre a possibilidade de dar autorização temporária para que os Estados-membros subsidiem parte do custo dos empréstimos necessários pelas montadoras junto às instituições de fomento e bancos;
7) A CE também quer permitir temporariamente que os governos ofereçam créditos subvencionados para o investimento em novos modelos de carros superem os padrões ambientais fixados na escala européia.
8) A entidade se comprometeu ainda a revisar as regras do fundo de ajuste à globalização -dirigido à reinserção de trabalhadores despedidos pelas mudanças nos fluxos de comércio mundial - para que possa intervir mais rapidamente em setores como o automobilístico. Esse fundo contribuiria para co-financiar a formação dos empregados para novos postos e a manter a preparação dos trabalhadores sem emprego para que possam se reincorporar, uma vez que a economia comece a se recuperar.
9) O plano comunitário de reativação também ressalta a necessidade de que os bancos -especialmente os que receberam ajudas estatais para superar a crise financeira - mantenham os empréstimos a juros assimiláveis pelas empresas.
Europa: montadoras pedem urgência em pacote de 200 bilhões de euros
A Associação Européia dos Fabricantes de Veículos (ACEA), avaliou como positivo o plano econômico apresentado hoje pela Comissão Européia – que visa o investimento de 200 bilhões de euros para recuperar a dinâmica da economia do velho continente. O detalhamento do plano será decidido em reunião entre os líderes europeus, nos dias 11 e 12 de dezembro, com a liberação dos recursos programada para 2009.
"Os governos da União Européia e das instituições precisam agir com urgência. Isso é fundamental”, destacou nesta manhã de quarta-feira, o presidente da ACEA, Christian Streiff, CEO da PSA Peugeot Citroën. Segundo ele, o plano precisa ser rapidamente traduzido em ações concretas e eficazes para ajudar os setores industriais e, em particular, a indústria automotiva, que “está em grande perigo”.
"Nossa indústria vai trabalhar com o Banco Europeu de Investimento e dos governos nacionais para encontrar soluções pragmáticas, utilizando todos os recursos disponíveis na comunidade e a nível nacional", acrescentou Ivan Hodac, secretário-geral da ACEA. Em informe divulgado para a imprensa.
"A proposta apresentada hoje representa um amplo leque de oportunidades que agora têm de se unir em uma forma coerente e coordenada. O aumento da facilidade de crédito do Banco Europeu de Investimento, a ser aprovada pelo Conselho ECOFIN de 2 de dezembro, será mais um passo importante", destacou.
Os executivos da ACEA destacaram ainda que o pacote de 200 bilhões de euros vem num momento em que as vendas de automóveis despencaram 10% no terceiro trimestre.
“Na medida em que a procura (demanda) não é susceptível de se recuperar em curto prazo, os fabricantes e fornecedores já começaram a reduzir as escalas de produção”, ressalta o informe da ACEA, apontando que a indústria automotiva na Europa está enraizada em mais de dois terço dos estados membros da UE, e 12 milhões de famílias européias dependem do setor.
"Temos de estudar as propostas anunciadas com mais detalhes e como elas contribuirão ativamente para moldar as propostas urgentes de apoio financeiro, mercado amplo de incentivos para acelerar a renovação da frota, reduzir a carga regulamentar sobre a indústria, os acordos de livre comércio e garantir que todas as partes garantirão uma benefício mútuo e de um acesso equitativo ao mercado ", disse Hodac. A indústria automotiva é fundamental para a economia da UE e é fundamental que os governos tomem medidas decisivas para ajudar o setor ", afirmou
Fazem parte da ACEA, os grupos: BMW, DAF Caminhões, Daimler, Fiat, Ford Europa, General Motors Europa, Jaguar Land Rover, MAN Nutzfahrzeuge, Porsche, PSA Peugeot Citroën, Renault, Scania, Toyota Motor Europa, Volkswagen e Volvo.
Essas empresas proporcionam emprego direto a mais de 2,3 milhões de pessoas e outros 10 milhões de empregos em setores conexos. Anualmente, os membros da ACEA investem 20 bilhões de euros em P & D, ou 4% do volume de negócios.
"Os governos da União Européia e das instituições precisam agir com urgência. Isso é fundamental”, destacou nesta manhã de quarta-feira, o presidente da ACEA, Christian Streiff, CEO da PSA Peugeot Citroën. Segundo ele, o plano precisa ser rapidamente traduzido em ações concretas e eficazes para ajudar os setores industriais e, em particular, a indústria automotiva, que “está em grande perigo”.
"Nossa indústria vai trabalhar com o Banco Europeu de Investimento e dos governos nacionais para encontrar soluções pragmáticas, utilizando todos os recursos disponíveis na comunidade e a nível nacional", acrescentou Ivan Hodac, secretário-geral da ACEA. Em informe divulgado para a imprensa.
"A proposta apresentada hoje representa um amplo leque de oportunidades que agora têm de se unir em uma forma coerente e coordenada. O aumento da facilidade de crédito do Banco Europeu de Investimento, a ser aprovada pelo Conselho ECOFIN de 2 de dezembro, será mais um passo importante", destacou.
Os executivos da ACEA destacaram ainda que o pacote de 200 bilhões de euros vem num momento em que as vendas de automóveis despencaram 10% no terceiro trimestre.
“Na medida em que a procura (demanda) não é susceptível de se recuperar em curto prazo, os fabricantes e fornecedores já começaram a reduzir as escalas de produção”, ressalta o informe da ACEA, apontando que a indústria automotiva na Europa está enraizada em mais de dois terço dos estados membros da UE, e 12 milhões de famílias européias dependem do setor.
"Temos de estudar as propostas anunciadas com mais detalhes e como elas contribuirão ativamente para moldar as propostas urgentes de apoio financeiro, mercado amplo de incentivos para acelerar a renovação da frota, reduzir a carga regulamentar sobre a indústria, os acordos de livre comércio e garantir que todas as partes garantirão uma benefício mútuo e de um acesso equitativo ao mercado ", disse Hodac. A indústria automotiva é fundamental para a economia da UE e é fundamental que os governos tomem medidas decisivas para ajudar o setor ", afirmou
Fazem parte da ACEA, os grupos: BMW, DAF Caminhões, Daimler, Fiat, Ford Europa, General Motors Europa, Jaguar Land Rover, MAN Nutzfahrzeuge, Porsche, PSA Peugeot Citroën, Renault, Scania, Toyota Motor Europa, Volkswagen e Volvo.
Essas empresas proporcionam emprego direto a mais de 2,3 milhões de pessoas e outros 10 milhões de empregos em setores conexos. Anualmente, os membros da ACEA investem 20 bilhões de euros em P & D, ou 4% do volume de negócios.
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Fitch rebaixa qualidade de papéis da Toyota
O mundo das quatro rodas registrou uma dura quarta-feira, com analistas e empresas de classificação de riscos rebaixando o preço de ações e a qualidade dos papéis de montadoras da Ásia, Europa e Estados Unidos.
Foi assim com a Toyota Motor Co., que assistiu à revisão para baixo das notas qualificadas pela Fitch Ratings para suas dívidas de longo prazo. A Fitch rebaixou a classificação desses ativos de AAA para AA, motivada exclusivamente pela turbulência que assola o setor em todos os mercados globais.
Em informe ao mercado , Tatsuya Mizuno, diretor da Fitch, destaca que a montadora sofre da rápida apreciação do iene ante a cesta de moedas global, principalmente do dólar, fato que encarece não apenas o custo de produção, mas afeta a competitividade de suas vendas ao exterior (exportações).
Além da questão cambial, Mizuno destacou ainda a elevação dos custos de matérias-primas e desenvolvimento de veículos cujos resultados não tiveram o retorno esperado. Todos esses condicionantes impactam negativamente no fluxo de caixa da montadora japonesa e afetam, conseqüentemente, sua expectativa de resultados financeiros e seus lucros.
A recomendação da Fitch é que a Toyota precisa rever seu foco estratégico, como a diversificação geográfica de investimentos e sua velocidade de expansão.
Foi assim com a Toyota Motor Co., que assistiu à revisão para baixo das notas qualificadas pela Fitch Ratings para suas dívidas de longo prazo. A Fitch rebaixou a classificação desses ativos de AAA para AA, motivada exclusivamente pela turbulência que assola o setor em todos os mercados globais.
Em informe ao mercado , Tatsuya Mizuno, diretor da Fitch, destaca que a montadora sofre da rápida apreciação do iene ante a cesta de moedas global, principalmente do dólar, fato que encarece não apenas o custo de produção, mas afeta a competitividade de suas vendas ao exterior (exportações).
Além da questão cambial, Mizuno destacou ainda a elevação dos custos de matérias-primas e desenvolvimento de veículos cujos resultados não tiveram o retorno esperado. Todos esses condicionantes impactam negativamente no fluxo de caixa da montadora japonesa e afetam, conseqüentemente, sua expectativa de resultados financeiros e seus lucros.
A recomendação da Fitch é que a Toyota precisa rever seu foco estratégico, como a diversificação geográfica de investimentos e sua velocidade de expansão.
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Barclays revisa preço das ações da Ford para baixo
Se de um lado a agência de classificação de riscos norte-americana Fitch Ratings rebaixou a nota dos papéis relativos às dívidas de longo prazo da Toyota Motor Co., de outro, o Barclays Capital reavaliou a performance presente e futura da Ford Motor Co., e segundo o analista Brian Johnson, tem capital mínimo para se sustentar até o segundo semestre de 2009, uma situação bastante diferente da General Motors Corporation, que está alertando ao mercado sobre a falta de funding já a partir de janeiro de 2009.
Apesar da melhor condição estrutural e de ativos da Ford, o Barclays Capital revisou para baixo o preço-alvo das ações da montadora de US$ 6 para US$ 4, ou seja, um corte de 33,3% na expectativa de lucro futuro para investimentos nesses papéis. A instituição alertou ainda para o fato de a Ford ter ativos (gorduras) para queimar até o segundo semestre – caso a tendência do mercado automobilístico continue em rota de queda – porém, chama a atenção para o fato que a empresa pode ter de recorrer à linha de crédito emergencial hoje em avaliação pelo Congresso dos Estados Unidos, algo que a General Motors e a Chrysler terão de fazê-lo já neste inicio de ano. “A Ford tem valor de ativos positivo mesmo sem a assistência do governo”, destaca Brian Johnson. A grande questão é se o mercado vai se recuperar ao longo do primeiro semestre, fato que o analista deixa antever nas suas perspectivas de lucros da Ford para os próximos dois anos, de recuperação mais lenta que o esperado e ampliação das perdas nos exercícios fiscais deste e do próximo ano.
Apesar da melhor condição estrutural e de ativos da Ford, o Barclays Capital revisou para baixo o preço-alvo das ações da montadora de US$ 6 para US$ 4, ou seja, um corte de 33,3% na expectativa de lucro futuro para investimentos nesses papéis. A instituição alertou ainda para o fato de a Ford ter ativos (gorduras) para queimar até o segundo semestre – caso a tendência do mercado automobilístico continue em rota de queda – porém, chama a atenção para o fato que a empresa pode ter de recorrer à linha de crédito emergencial hoje em avaliação pelo Congresso dos Estados Unidos, algo que a General Motors e a Chrysler terão de fazê-lo já neste inicio de ano. “A Ford tem valor de ativos positivo mesmo sem a assistência do governo”, destaca Brian Johnson. A grande questão é se o mercado vai se recuperar ao longo do primeiro semestre, fato que o analista deixa antever nas suas perspectivas de lucros da Ford para os próximos dois anos, de recuperação mais lenta que o esperado e ampliação das perdas nos exercícios fiscais deste e do próximo ano.
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Porsche pára produção e ações caem 5,77%
Num mercado já agitado pelos dissabores da Toyota e da Ford, as ações da Porsche sofreram pesadas baixas na Bolsa de Frankfurt, nesta quarta-feira, cedendo 5,77% aos 52,77 euros. Motivo: a montadora anunciou a paralisação da produção de veículos em Zuffenhausen, Alemanha, a fim de adequar o nível de produção ao menor ritmo da demanda por veículos registrada de forma mais contundente nos mercados da Europa, Estados Unidos e Ásia.
No mesmo informa, a empresa alemã revisou para baixo suas projeções de vendas para este não e já não projeta vender tantos veículos quanto no ano passado (98.652 automóveis) em seu ano fiscal 2008/09, que termina em 31 de julho.
No mesmo informa, a empresa alemã revisou para baixo suas projeções de vendas para este não e já não projeta vender tantos veículos quanto no ano passado (98.652 automóveis) em seu ano fiscal 2008/09, que termina em 31 de julho.
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Toyota; Ford; Porsche
Daimler versus Cerberus
Em comunicado ao mercado nesta quarta-feira, o board da Daimler em Sttutgard, Alemanha,
‘criticou’ as “exigências exageradas” que a Cerberus Capital Management LLC – o fundo de investimentos que comprou a participação da Chrysler na Daimler - para a troca do restante das ações do grupo americano (19,9%), fato que está dificulta o desfecho da operação.
Segundo o comunicado da montadora alemã, as “exigências” da Cerberus superam o valor do investimento na Chrysler.
A Cerberus Capital Management LLC investiu US$ 7,2 bilhões para comprar 80,1% da Chrysler, arrematando as marcas Chrysler, Dodge e Jipe.
O fundo agora negocia a participação restante da Daimler na empresa norte-americana, de 19,9%, mas a montadora alemã alega que a Cerberus está fazendo “exigências e reivindicações” que vão além das obrigações estipuladas em contrato (excedem o investimento na Chrysler, como representações futuras e garantias.
"Os novos créditos também incluem uma alegação de conduta fora do curso normal dos negócios feitos pela Daimler durante o tempo (existente) entre a assinatura e o fechamento da operação, bem como a alegação de informações incompletas sobre o negócio. A Daimler rejeita estas acusações absurdas e os créditos derivados como sendo completamente sem substância", destaca a empresa em nota ao mercado.
‘criticou’ as “exigências exageradas” que a Cerberus Capital Management LLC – o fundo de investimentos que comprou a participação da Chrysler na Daimler - para a troca do restante das ações do grupo americano (19,9%), fato que está dificulta o desfecho da operação.
Segundo o comunicado da montadora alemã, as “exigências” da Cerberus superam o valor do investimento na Chrysler.
A Cerberus Capital Management LLC investiu US$ 7,2 bilhões para comprar 80,1% da Chrysler, arrematando as marcas Chrysler, Dodge e Jipe.
O fundo agora negocia a participação restante da Daimler na empresa norte-americana, de 19,9%, mas a montadora alemã alega que a Cerberus está fazendo “exigências e reivindicações” que vão além das obrigações estipuladas em contrato (excedem o investimento na Chrysler, como representações futuras e garantias.
"Os novos créditos também incluem uma alegação de conduta fora do curso normal dos negócios feitos pela Daimler durante o tempo (existente) entre a assinatura e o fechamento da operação, bem como a alegação de informações incompletas sobre o negócio. A Daimler rejeita estas acusações absurdas e os créditos derivados como sendo completamente sem substância", destaca a empresa em nota ao mercado.
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GM não vai falir. A aposta é da Suzuki
O presidente-executivo da Suzuki Motor Corp, Osamu Suzuki, deu uma firme prova de confiança ao seu parceiro norte-americano, a General Motors Corporation, nesta quarta-feira. "Eu acredito que um pedido de concordata, pela GM, está 100% fora da possibilidade", disse.
Osamu Suzuki reafirmou o compromisso de trabalho conjunto entre as duas empresas em desenvolvimentos de tecnologias futuras de segurança e meio-ambiente, numa parceria que já dura 27 anos e envolve neste um número superior a 10 projetos conjuntos, incluindo a produção pela Suzuki de marcas da Opel e a propriedade conjunta de uma fábrica na Argentina.
No início deste mês, a GM vendeu 3% de participação que detinha em ações da Suzuki, numa operação emergencial para evitar sua falência. Vale destacar que a GM já deteve 20% do capital da montadora japonesa.
Osamu Suzuki reafirmou o compromisso de trabalho conjunto entre as duas empresas em desenvolvimentos de tecnologias futuras de segurança e meio-ambiente, numa parceria que já dura 27 anos e envolve neste um número superior a 10 projetos conjuntos, incluindo a produção pela Suzuki de marcas da Opel e a propriedade conjunta de uma fábrica na Argentina.
No início deste mês, a GM vendeu 3% de participação que detinha em ações da Suzuki, numa operação emergencial para evitar sua falência. Vale destacar que a GM já deteve 20% do capital da montadora japonesa.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
PSA Peugeot Citroën anuncia demissões
Mais um duro round no mundo das quatro rodas nesta quinta-feira, 20. A PSA Peugeot Citroën anunciou, na França, o lançamento de um programa voluntário de demissões em todas as fábricas e áreas administrativas da empresa.
Estão em jogo 2,7 mil empregos, além do deslocamento de 900 trabalhadores da fábrica de Rennes (noroeste da França), para outras unidades do grupo – em decisão a ser definida em dois de dezembro, após reunião extraordinária do board francês.
Em informe ao mercado, a PSA destacou que a recessão que toma corpo na Europa, seu principal mercado, alterou o plano estratégico da corporação, batizado de CAP 2010, que previa crescimento contínuo das atividades até 2010. A empresa adota a prerrogativa das demissões, cortes de produção e de gastos com folha de pagamentos e de investimentos num momento em que as vendas de veículos na Europa caem 17% neste quarto trimestre.
“A recessão continuará em 2009”, atesta o diretor de recursos humanos, Jean-Luc Vergne, destacando que “o pior seria não fazer nada neste momento”, ao justificar o duro corte de 2,7 mil empregos na corporação.
Essas medidas eram anunciadas em meio a um pacote emergencial lançado pelo governo francês de US$ 25 bilhões na economia do país, a fim de amenizar o impacto recessivo e manter um quadro mínimo de estabilidade e confiança do consumidor e dos empresários.
Estão em jogo 2,7 mil empregos, além do deslocamento de 900 trabalhadores da fábrica de Rennes (noroeste da França), para outras unidades do grupo – em decisão a ser definida em dois de dezembro, após reunião extraordinária do board francês.
Em informe ao mercado, a PSA destacou que a recessão que toma corpo na Europa, seu principal mercado, alterou o plano estratégico da corporação, batizado de CAP 2010, que previa crescimento contínuo das atividades até 2010. A empresa adota a prerrogativa das demissões, cortes de produção e de gastos com folha de pagamentos e de investimentos num momento em que as vendas de veículos na Europa caem 17% neste quarto trimestre.
“A recessão continuará em 2009”, atesta o diretor de recursos humanos, Jean-Luc Vergne, destacando que “o pior seria não fazer nada neste momento”, ao justificar o duro corte de 2,7 mil empregos na corporação.
Essas medidas eram anunciadas em meio a um pacote emergencial lançado pelo governo francês de US$ 25 bilhões na economia do país, a fim de amenizar o impacto recessivo e manter um quadro mínimo de estabilidade e confiança do consumidor e dos empresários.
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Rolls-Royce demitirá dois mil trabalhadores
Enquanto a PSA Peugeot Citroën anunciava um programa de demissões voluntárias que envolve o corte de 2,7 mil trabalhadores na França, no Reino Unido a fabricante de turbinas para aviões Rolls-Royce anunciava intenção de corte de dois mil trabalhadores em 2009, como forma de adequação à queda na demanda por seus produtos. A Rolls Royce emprega 39 mil pessoas em todo o mundo, sendo 22,1 mil na Grã-Bretanha.
Vale lembrar que o anúncio das duas empresas se soma às demissões anunciadas pela Nissan em suas unidades da Espanha, mercado cujas vendas de automóveis registra as maiores quedas de toda a Europa.
No dia 10 de novembro, a direção da Nissan Espanha anunciou demissões de 1.288 funcionários até dezembro e de outros 392 em setembro de 2009 em uma de suas fábricas localizadas na província de Barcelona.
Vale lembrar que o anúncio das duas empresas se soma às demissões anunciadas pela Nissan em suas unidades da Espanha, mercado cujas vendas de automóveis registra as maiores quedas de toda a Europa.
No dia 10 de novembro, a direção da Nissan Espanha anunciou demissões de 1.288 funcionários até dezembro e de outros 392 em setembro de 2009 em uma de suas fábricas localizadas na província de Barcelona.
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Setor Automotivo
GM fecha fábrica na Tailândia
A Detroit do Sudeste Asiática, a Tailândia, acaba de perder uma de suas mais expressivas plantas automotivas, a da General Motors. A montadora norte-americana, que atravessa a maior crise financeira de sua história decidiu fechar, temporariamente, os trabalhos da unidade tailandesa a partir do mês que vem.
A planta automotiva, com capacidade para produzir 130 mil unidades por ano permanecerá com as linhas de produção inativas por dois meses. A unidade emprega dois mil trabalhadores, dos quais a GM ofereceu aposentadoria antecipada para 258 deles. O recuo estimado para a demanda por veículo no Sudeste Asiático está estimado em até 30% para o próximo ano.
Em outro capítulo diário da GM, que ontem registrou a maior queda de preços de suas ações em 66 anos de mercado financeiro, destaca-se a solicitação da GMAC Financial Services, braço financeiro da maior montadora de veículos dos Estados Unidos, ao Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), de mudança de seu status de holding bancário.
Explica-se: com essa mudança, a GMAC pode ter acesso ao programa de socorro de US$ 700 bilhões montado pelo governo dos Estados Unidos ao setor bancário daquele país. Com isso, a empresa ‘driblaria’ a até agora forte resistência do Congresso – vinda em sua maior parte da base republicana de George W. Bush - em permitir um empréstimo-ponte de US$ 25 bilhões direcionado especialmente ao setor automotivo norte-americano.
GM-Chrysler à vista?
Segundo o jornal Financial Times desta quinta-feira, cresce nos bastidores automotivos a tese de que GM e Chrysler – depois de ser enxotada pela Daimler – estariam discutindo um processo de fusão – após a definição do plano de ajuda do governo dos Estados Unidos ao setor. Na verdade, as duas empresas já discutem o tema há tempos. E já faz tempo que a Chrysler anda facinha, facinha para o primeiro que apareça, que o diga a Daimler, que saiu do negócio aos primeiros sinais de rombo da parceira de Detroit.
A planta automotiva, com capacidade para produzir 130 mil unidades por ano permanecerá com as linhas de produção inativas por dois meses. A unidade emprega dois mil trabalhadores, dos quais a GM ofereceu aposentadoria antecipada para 258 deles. O recuo estimado para a demanda por veículo no Sudeste Asiático está estimado em até 30% para o próximo ano.
Em outro capítulo diário da GM, que ontem registrou a maior queda de preços de suas ações em 66 anos de mercado financeiro, destaca-se a solicitação da GMAC Financial Services, braço financeiro da maior montadora de veículos dos Estados Unidos, ao Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), de mudança de seu status de holding bancário.
Explica-se: com essa mudança, a GMAC pode ter acesso ao programa de socorro de US$ 700 bilhões montado pelo governo dos Estados Unidos ao setor bancário daquele país. Com isso, a empresa ‘driblaria’ a até agora forte resistência do Congresso – vinda em sua maior parte da base republicana de George W. Bush - em permitir um empréstimo-ponte de US$ 25 bilhões direcionado especialmente ao setor automotivo norte-americano.
GM-Chrysler à vista?
Segundo o jornal Financial Times desta quinta-feira, cresce nos bastidores automotivos a tese de que GM e Chrysler – depois de ser enxotada pela Daimler – estariam discutindo um processo de fusão – após a definição do plano de ajuda do governo dos Estados Unidos ao setor. Na verdade, as duas empresas já discutem o tema há tempos. E já faz tempo que a Chrysler anda facinha, facinha para o primeiro que apareça, que o diga a Daimler, que saiu do negócio aos primeiros sinais de rombo da parceira de Detroit.
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