Se de um lado a agência de classificação de riscos norte-americana Fitch Ratings rebaixou a nota dos papéis relativos às dívidas de longo prazo da Toyota Motor Co., de outro, o Barclays Capital reavaliou a performance presente e futura da Ford Motor Co., e segundo o analista Brian Johnson, tem capital mínimo para se sustentar até o segundo semestre de 2009, uma situação bastante diferente da General Motors Corporation, que está alertando ao mercado sobre a falta de funding já a partir de janeiro de 2009.
Apesar da melhor condição estrutural e de ativos da Ford, o Barclays Capital revisou para baixo o preço-alvo das ações da montadora de US$ 6 para US$ 4, ou seja, um corte de 33,3% na expectativa de lucro futuro para investimentos nesses papéis. A instituição alertou ainda para o fato de a Ford ter ativos (gorduras) para queimar até o segundo semestre – caso a tendência do mercado automobilístico continue em rota de queda – porém, chama a atenção para o fato que a empresa pode ter de recorrer à linha de crédito emergencial hoje em avaliação pelo Congresso dos Estados Unidos, algo que a General Motors e a Chrysler terão de fazê-lo já neste inicio de ano. “A Ford tem valor de ativos positivo mesmo sem a assistência do governo”, destaca Brian Johnson. A grande questão é se o mercado vai se recuperar ao longo do primeiro semestre, fato que o analista deixa antever nas suas perspectivas de lucros da Ford para os próximos dois anos, de recuperação mais lenta que o esperado e ampliação das perdas nos exercícios fiscais deste e do próximo ano.
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