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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Europa: fundo garante 5 bilhões de euros, mas exige carros ecológicos

Um fundo de 5 bilhões de euros, o equivalente a US$ 6,4 bilhões, é a proposta formulada nesta quarta-feira pela Comissão Européia (CE) para estimular a fabricação de carros mais ecológicos e ajudar a indústria automobilística a superar a crise no continente europeu.

Entre os pontos anunciados vale destacar:

1) A salvaguarda dos governos da União Européia passa pela iniciativa das montadoras em criar carros verdes - para o uso de fontes de energia renováveis e não poluentes;
2) A Comissão Européia quer uma indústria automotiva viável e competitiva na Europa, que transforme os fabricantes locais em líderes mundiais;
3) Em relação ao emprego, aponta a necessidade de criação de novas infra-estruturas que assegurem a viabilidade do negócio no longo prazo – e que impulsionem uma reforma sustentável que acolha as novas tecnologias ecológicas;
4) A Comissão avalia que, apesar da crise chegou o momento de o setor automotivo se transformar num parque industrial moderno e que produza em suas linhas de produção veículos menos poluentes e mais econômicos;
5) O pacote de 5 bilhões de euros está centrado na capacidade dos diversos produtores locais acatarem a inovação em tecnologias limpas;
6) A Comissão Européia, que bate o martela nas prerrogativas do plano nos dias 11 e 12 de dezembro, abre a possibilidade de dar autorização temporária para que os Estados-membros subsidiem parte do custo dos empréstimos necessários pelas montadoras junto às instituições de fomento e bancos;
7) A CE também quer permitir temporariamente que os governos ofereçam créditos subvencionados para o investimento em novos modelos de carros superem os padrões ambientais fixados na escala européia.
8) A entidade se comprometeu ainda a revisar as regras do fundo de ajuste à globalização -dirigido à reinserção de trabalhadores despedidos pelas mudanças nos fluxos de comércio mundial - para que possa intervir mais rapidamente em setores como o automobilístico. Esse fundo contribuiria para co-financiar a formação dos empregados para novos postos e a manter a preparação dos trabalhadores sem emprego para que possam se reincorporar, uma vez que a economia comece a se recuperar.
9) O plano comunitário de reativação também ressalta a necessidade de que os bancos -especialmente os que receberam ajudas estatais para superar a crise financeira - mantenham os empréstimos a juros assimiláveis pelas empresas.

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